La filosofía de Tiago (III)
Palabras de Tiago, se vió obligado a escribirlas en virtud de insensatos deberes. Con alguna ayuda enana de los padres enanos:
SONATA SONETO DE LOS ELEMENTOS
Agua sonora y tan confiada
Dura como cristal, afectuosa
Dulcemente allá donde se posa,
Se apasiona y cae en cascada.Ni corriente, y humillador dañino,
Ni moliente protagonista, el fuego
Hospeda brutal, gigantesco ego
Danzando con deditos de niño.¿El bruto fuego refrescar podrá,
Y de pasión, quemar, tanto agua?
¿Qué imposible rima no lo dirá?Cálida la corriente de un feto,
Al enemigo, una húmeda fragua,
Todo suena en la sonata soneto.
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Pavor (Eduard Escoffet)
pavor do pai
pavor da mãe
pavor do cachimbo do pai
pavor do tio
pavor do casamento do tio
pavor da prima que observa com as
mamas crescidas
pavor de ser mãe
pavor de ser a prima a quem o primo
enfia o bacamarte
pavor de ser o primo que tem de enfiar
o bacamarte na prima
pavor de ser pai fiel
pavor de ser progenitor e amar
em extremo a dulcíssima criatura
pavor de ser uma mãe serviçal
que dá de comer a um desconhecido:
que dá de comer a um terrorista,
que dá de comer ao seguidor de uma seita,
que dá de comer a um drogado,
que dá de comer ao passador de droga do bairro,
que dá de comer ao artista coroado de ácidos,
que dá de comer a um visionário
que dá de comer a um ladrão
que dá de comer a um polícia.
pavor de ser mãe e não poder guardar
o revólver no coldre quando o filho chega
com a farda manchada
pavor do pão
pavor do vento
pavor das azeitonas recheadas de anchovas
ou pior ainda: com recheio de camarão
pavor dos que falam e pavor
dos que calam
pavor a odiar os skaters
pavor a odiar o Ikea
pavor a odiar os sindicalistas
pavor a odiar a santa madre igreja católica
e todos e cada um dos seus paroquianos
pavor a não escrever cartas ao pai
pavor a ser Kafka
pavor a ser heterossexual
pavor a ser homossexual
pavor a não ser bissexual
pavor a não ser multicultural
pavor a não ser democrata
pavor a ser Stalin
pavor de ter algo a perder
pavor
pavor a não ser tu
pavor a não ser tu
pavor a não ser tu
Trad.: Pedro Serra. Tít. orig.: “Por”.
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Bombardeiros (Anne Sexton)
Somos a América.
Somos os que enchem esquifes.
Somos os merceeiros da morte.
Encaixotamo-los como couves-flores.
Abre-se a bomba como uma caixa de sapatos.
E a criança?
A criança definitivamente não boceja.
E a mulher?
A mulher lava o coração.
Arrancaram-lho
e como último acto
enxagua-o no rio.
Este é o mercado da morte.
América,
onde está o teu mérito?
Trad.: Pedro Serra
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Sauntering
I wish to speak a word for Nature, for absolute freedom and wildness, as contrasted with a freedom and culture merely civil — to regard man as an inhabitant, or a part and parcel of Nature, rather than a member of society. I wish to make an extreme statement, if so I may make an emphatic one, for there are enough champions of civilization: the minister and the school committee and every one of you will take care of that.
I have met with but one or two persons in the course of my life who understood the art of Walking, that is, of taking walks — who had a genius, so to speak, for sauntering, which word is beautifully derived “from idle people who roved about the country, in the Middle Ages, and asked charity, under pretense of going a la Sainte Terre,” to the Holy Land, till the children exclaimed, “There goes a Sainte-Terrer,” a Saunterer, a Holy-Lander. They who never go to the Holy Land in their walks, as they pretend, are indeed mere idlers and vagabonds; but they who do go there are saunterers in the good sense, such as I mean. Some, however, would derive the word from sans terre without land or a home, which, therefore, in the good sense, will mean, having no particular home, but equally at home everywhere. For this is the secret of successful sauntering. He who sits still in a house all the time may be the greatest vagrant of all; but the saunterer, in the good sense, is no more vagrant than the meandering river, which is all the while sedulously seeking the shortest course to the sea. But I prefer the first, which, indeed, is the most probable derivation. For every walk is a sort of crusade, preached by some Peter the Hermit in us, to go forth and reconquer this Holy Land from the hands of the Infidels.
Henry David Thoreau
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Depois de ler o Sr. Verde
Ó minha rola!, ó serafim!, ó doce, ó bonina dos pequenos-almoços sur l’herbe!

Imagem: Alain Jacquet
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La filosofía de Tiago (II)
Así habló Tiago, en la destinación de una importante carta:
A los siempre queridos Reyes Magos
(o no tan queridos)
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Post para o Ruy Belo
Escribir los vocablos con letra mayúscula o minúscula no es, simplemente, una cuestión de buen gusto o de ortografía, sino problema de precisión y, por tanto, asunto filosófico. El concepto configurado con mayúscula se convierte en modelo, sustancia única, soberana y aislada. En medio de la frase, el vocablo así pergeñado resalta como el corazón de un solitario entre las cosas. Todas las palabras mayúsculas se crecen; el nombre común se transforma en propio; la cualidad, en calidad; y el adjetivo, en sustantivo. Cuando de tal forma se escribe, se manejan necesidades, no casualidades.
Miguel Espinosa, Sobre la palabra verdad
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